Finanças

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Plano empresarial pode subir até 11% por causa de canetas emagrecedoras

Plano empresarial pode subir até 11% por causa de canetas emagrecedoras

Consultorias projetam alta de até 11% nos planos empresariais em 2026. O que explica o reajuste e o que gestores precisam avaliar antes do próximo ciclo de renovação.

Tempo de leitura · 1 min

Escrito por ·

Júlia Putini

Foto vista por cima do ombro de uma pessoa sentada à mesa, segurando horizontalmente uma caneta injetável azul de medicação para emagrecimento. O foco está na mão e no medicamento, com um escritório ou sala de estar desfocada ao fundo. A imagem ilustra a discussão sobre como o aumento do uso dessas medicações impacta os custos dos planos empresariais, que podem subir até 11%, e como a Tivita ajuda clínicas a navegarem por essas mudanças na gestão.

O reajuste do plano de saúde da sua equipe pode chegar com uma conta maior do que o esperado no próximo ciclo, e os motivos vão além do histórico de uso do contrato.

A demanda crescente pelas chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis à base de GLP-1 como Ozempic e Mounjaro, combinada com terapias oncológicas e tratamentos para doenças raras, está pressionando a inflação médica no Brasil.

A expectativa de especialistas consultados pelo G1 é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026. Para quem já vinha monitorando a redução de subsídios nos planos empresariais e seus desdobramentos para a receita das clínicas, esse movimento representa mais uma camada de pressão sobre as finanças do setor.

Os contratos coletivos não estão imunes. A consultoria Mercer Marsh Benefícios estima reajustes de 8% a 10% nos planos empresariais neste ano. A Willis Towers Watson (WTW) projeta alta de 11%. Já o Relatório de Tendências Globais de Custos Médicos da Aon aponta crescimento de 9,7% nos custos corporativos no Brasil em 2026, uma desaceleração em relação à estimativa de 12,9% prevista para 2025, resultado de um esforço maior das operadoras para conter fraudes e renegociar contratos no pós-pandemia.


Um ponto que merece atenção direta: os planos ainda não são obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras no Brasil.


O impacto, porém, já é indireto. O rol de procedimentos foi ampliado para incluir tratamentos oncológicos ambulatoriais e medicamentos para doenças raras e autoimunes. A obesidade é reconhecida com crescente frequência como doença crônica, o que abre espaço para decisões judiciais favoráveis a beneficiários, dependendo do caso. Segundo pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que os medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos.

Para gestores que oferecem plano de saúde como benefício à equipe, esse cenário exige uma avaliação mais criteriosa do orçamento antes do próximo ciclo de renovação. Não basta analisar o histórico de sinistralidade do contrato: as variáveis externas estão impondo um novo piso para os reajustes do setor. Além dos medicamentos, fatores como envelhecimento da carteira, frequência de uso, judicialização e fraudes entram na fórmula de cálculo das operadoras.

Para quem atende convênios, há outra camada no cenário: empresas que reduzem o subsídio ao plano de saúde dos funcionários tendem a elevar a taxa de pacientes sem cobertura ativa, o que interfere diretamente no mix de receita da clínica. Antecipar esse movimento com dados internos organizados reduz a chance de o impacto aparecer primeiro no caixa do que no planejamento.

Para saber quais pontos do fluxo financeiro estão mais expostos antes que virem problema, vale começar por aqui: checklist de finanças para identificar falhas ocultas e fortalecer a operação da sua clínica.

Saiba também: como o cenário de custos crescentes exige que gestores assumam um papel mais estratégico: Gestão de clínicas em 2026: o gestor como estrategista

Escrito por

Júlia Putini

Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.

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