Pesquisa oficial mostra que 92% das clínicas já registram dados digitalmente, mas só 44% conseguem trocar essa informação com outros prestadores.
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Equipe Tivita

A recepção confirma o agendamento em uma ferramenta, o financeiro fecha o caixa em uma planilha separada e o prontuário fica em um terceiro cadastro que não troca informação com nenhum dos dois.
Essa rotina descreve a maioria das clínicas brasileiras hoje: segundo a pesquisa TIC Saúde 2025, 92% dos estabelecimentos de saúde do país já usam alguma ferramenta eletrônica para registrar dados de pacientes, mas apenas 44% conseguem enviar ou receber essas informações com outros prestadores.
O hiato entre digitalizar e integrar é o núcleo do problema. Ter um cadastro eletrônico não significa que ele conversa com o financeiro, com a agenda ou com o prestador para quem o paciente foi encaminhado. E quanto mais a clínica cresce, mais essa distância custa caro, tanto que já existe até um guia sobre como transformar a operação em um hub de dados para quem sente essa dificuldade no dia a dia.
Um mercado gigante, mas sem padrão dominante
Durante o Saúde Unlocked, evento promovido pela Tivita sobre inteligência artificial na saúde, o investidor Matheus Nascimento, sócio da Green Rock, citou uma estimativa que ajuda a entender a dimensão da questão:
"No Brasil temos 500 mil clínicas. É um mercado muito grande, com vários prontuários, vários sistemas de gestão. O número não existe consolidado em nenhuma fonte oficial única, o que já é, por si só, um sintoma da fragmentação do setor."
No segmento hospitalar, por exemplo, isso é diferente. A MV foi reconhecida pelo relatório 2025 da KLAS Research como a quinta maior fornecedora global de prontuário eletrônico hospitalar, e como líder absoluta de mercado na América Latina, atendendo 894 hospitais na região.
Ou seja: em hospitais, existe concentração em torno de poucos nomes. No universo das clínicas, esse tipo de padrão dominante simplesmente não existe. O resultado é um mercado pulverizado entre ferramentas de agenda, prontuário, financeiro e faturamento de convênio que raramente vêm do mesmo fornecedor, e raramente conversam entre si.
O que a fragmentação custa na prática
Os números da TIC Saúde 2025 mostram onde essa distância mais dói. Apenas 41% dos estabelecimentos conseguem enviar ou receber relatórios de assistência prestada ao paciente, e 37% trocam resultados de exames laboratoriais com outros pontos da rede.
E o recorte por setor é revelador para quem administra uma clínica privada: a capacidade de enviar ou receber encaminhamentos eletrônicos chega a 64% no setor público, contra 28% no setor privado. Ou seja, no exato segmento em que a maioria das clínicas brasileiras opera, a troca de dados entre prestadores é a exceção, não a regra.
Na rotina, isso aparece como:
Conferência manual entre o que foi cobrado e o que foi efetivamente pago pelo convênio, porque o financeiro e o módulo de faturamento não compartilham a mesma base;
Reagendamento ou perda de encaminhamento quando o paciente muda de prestador, porque o histórico não acompanha;
Times administrativos digitando a mesma informação em mais de uma ferramenta, porque nenhuma delas fala com a outra.
Como organizar
A saída não é abandonar as ferramentas que já funcionam, e sim reduzir o número de pontos onde a informação para de circular. Isso significa concentrar o que puder ser concentrado: agenda, prontuário, financeiro, NFS-e e cobrança automática operando no mesmo lugar, com dados que se atualizam entre si sem digitação repetida.
É esse o princípio por trás da plataforma Tivita, que integra essas frentes para oferecer um centro de controle para clínicas e consultórios de diversos portes.
Antes de decidir por onde começar essa consolidação, vale mapear onde a fragmentação está pesando mais na operação com esse checklist de finanças para identificar falhas ocultas.

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