Veja como criar um fluxo operacional para registrar feedbacks de pacientes, priorizar mudanças e validar o impacto com critérios e métricas simples.
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Escrito por ·
Júlia Putini
Transformar feedbacks de pacientes em melhorias depende da organização de um fluxo após a coleta das informações. Quando o retorno fica espalhado em mensagens, comentários e conversas internas, a equipe lembra do problema, mas a operação não muda.
Para ir além da coleta das informações, veja abaixo um passo a passo em sete etapas de como estruturar a pesquisa de satisfação de forma coerente e agrupar o que foi recebido para definir prioridades e estratégias.
Passo a passo para transformar feedbacks em melhorias
1) Defina a decisão do ciclo
Escolha um foco de melhoria por quinzena ou mês. Exemplos: reduzir faltas ligadas a confirmação, diminuir reclamações de atraso, melhorar orientações pré-atendimento, ajustar cobrança e envio de documentos.
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2) Padronize perguntas que geram ação
Use perguntas que apontem para um ajuste específico. Um modelo que costuma funcionar é: “Em qual momento você teve mais dificuldade hoje? (agendamento, chegada, espera, atendimento, pagamento, documentos)”. Se você usa uma nota de satisfação, registre o motivo em uma frase para facilitar classificação. Quando vier de redes sociais, registre a fala literal, o link e o post que gerou o comentário.
3) Centralize em um repositório único
Pode ser uma planilha no começo. Reserve um horário fixo de revisão semanal. Sem revisão, itens ficam sem dono e deixam de virar decisão. O importante é ter campos obrigatórios:
data e canal de origem;
etapa da jornada;
tema e descrição literal;
evidência (link, print, áudio transcrito);
impacto observado;
responsável, status e prazo.
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4) Classifique para reduzir debates improdutivos
Use categorias que direcionem ação e não opinião: acesso e agendamento; comunicação e orientação; recepção e espera; condução do atendimento; cobrança e documentos; jornada digital. Assim, diminuem as chances de um desabafo que não especifique o problema.
5) Priorize com critério explícito
Dê uma nota de 1 a 5 para três critérios:
frequência, ou seja, quantas vezes apareceu no período;
impacto, no caso, o quanto prejudica a experiência ou gera consequência como falta, cancelamento, reclamação pública; e
esforço para resolver, considerando o tempo e complexidade para corrigir.
Use uma corte para o tema entrar na lista (ex.: 3 ocorrências no mês ou 1 ocorrência com consequência objetiva). Para ordenar, calcule (frequência + impacto) − esforço e mantenha a lista visível para a equipe. Assim, as prioridades ficam estáveis e decisões deixam de depender do feedback mais recente.
6) Converta o item priorizado em teste operacional
Escreva hipótese, mudança e métrica. Exemplo: separar link de confirmação e link do atendimento na mensagem, medir queda de dúvidas no WhatsApp e o possível aumento do número de confirmações. Rode um teste durante uma semana e registre o resultado.
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7) Feche o ciclo com paciente e equipe
Responda com objetividade, sem expor dados pessoais. Quando a melhoria for aplicada, registre a data e avise a equipe para manter consistência. Além disso, se certifique de manter contato após o atendimento, o que é uma estratégia de fidelização por si só.
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Perguntas frequentes
Qual a melhor hora para pedir feedback? Logo após o atendimento, quando detalhes continuam frescos na memória.
Quantas perguntas usar? Uma por mensagem. Pesquisas longas funcionam melhor em ciclos trimestrais.
Como evitar que caso isolado vire prioridade? Exija evidência de recorrência, ou impacto alto com consequência objetiva.
Para reforçar a experiência desde o primeiro minuto e reduzir atritos antes da consulta, veja como transformar o primeiro contato do paciente em fidelização.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.
















