Existem quatro tipos principais de prontuário eletrônico, com níveis diferentes de integração. Descubra qual se encaixa no porte e na rotina da sua clínica.
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Escrito por ·
Júlia Putini

Segundo a Organização Mundial da Saúde, eventos adversos decorrentes de cuidado inseguro causam pelo menos 2,6 milhões de mortes por ano em países de renda baixa e média, entre eles falhas de medicação, infecção hospitalar e erro de registro clínico. Um prontuário eletrônico bem estruturado não elimina esse risco sozinho, mas reduz parte dele, com alertas, histórico centralizado e padronização de registro. A escolha do tipo certo depende menos de qual é "o mais completo" e mais de qual se encaixa no porte e na rotina de cada clínica.
O que é um prontuário eletrônico
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é a versão digital do prontuário em papel, reunindo histórico, exames, prescrições e evolução do tratamento em um só lugar. Além de reduzir risco de erro, ele agiliza o acesso à informação: o profissional consulta o histórico completo do paciente em poucos cliques, em vez de percorrer pastas físicas.
Os quatro tipos principais
Prontuário eletrônico simples. Armazena dados pessoais, anamnese, exames e receitas, geralmente sem integração com outras áreas da clínica. Serve bem a consultórios pequenos ou profissionais autônomos que querem sair do papel sem precisar de recursos mais robustos.
Prontuário eletrônico integrado à gestão. Além do registro clínico, se conecta a agendamento, faturamento, cobrança de convênio e lembretes automáticos. É o modelo adotado por plataformas mais completas, como a Tivita, e serve a clínicas de médio e grande porte que precisam centralizar informação e ganhar agilidade operacional.
Prontuário eletrônico com suporte à interoperabilidade. Permite compartilhar dado clínico entre sistemas e instituições diferentes, seguindo padrões como o TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) da ANS. Faz diferença para clínicas que atendem múltiplos convênios ou fazem parte de rede de saúde com exigência de padronização. Para entender esse fluxo de convênio na prática, veja este guia sobre guias TISS e eficiência no faturamento.
Prontuário eletrônico com suporte à telemedicina. Inclui recursos como armazenamento de vídeo, assinatura digital e integração com plataforma de videochamada. Relevante para clínicas com atendimento remoto ou híbrido que precisam de segurança e rastreabilidade nesse formato. Veja como a assinatura digital se conecta a esse fluxo neste guia sobre assinatura digital para profissionais de saúde.
O que observar na escolha
Três pontos costumam pesar mais do que a lista de funcionalidades:
Segurança e LGPD: o prontuário precisa estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, com criptografia, controle de acesso e armazenamento seguro. Veja os detalhes práticos disso neste guia sobre LGPD e proteção de dados de pacientes.
Curva de aprendizado: uma ferramenta pouco intuitiva gera resistência da equipe, e a resistência é o que mais atrasa a adoção real, mais do que a falta de recurso técnico.
Nível de automação: quanto mais o prontuário estiver integrado a agendamento, cobrança e comunicação com o paciente, maior o ganho em tempo e controle.
Qual tipo faz sentido para a sua clínica
Não existe resposta única: depende do porte da operação, do volume de atendimento e da complexidade de gestão. Em geral, quanto mais integrado o prontuário estiver a outras áreas da clínica, maior o ganho em produtividade e controle sobre a operação.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.















