Este passo a passo organiza regras, rotinas e indicadores para achar divergências enquanto ainda dá tempo de corrigir.
Tempo de leitura · 1 min
Escrito por ·
Júlia Putini

A maioria das divergências que explodem no fechamento já estava visível dias antes no extrato, em forma de estorno, taxa, liquidação fora do prazo ou recebimento sem identificação.
Conciliação bancária em tempo real é um processo de conferência contínua entre o que a clínica registrou como “esperado” e o que de fato entrou ou saiu da conta. O objetivo é reduzir pendências acumuladas e encurtar o caminho de correção.
Porque isso importa para clínicas
Uma clínica que concilia só no fim do mês costuma descobrir tarde demais: taxas acima do combinado, antecipações de cartão que mudaram o valor líquido, Pix recebido sem vínculo com o atendimento, repasses em data diferente, estornos que não voltaram para o fluxo. Cada caso exige busca manual de evidências, e o prazo para contestar pode ficar apertado.
Leia também: Indicadores em tempo real e análise preditiva: o novo marco da gestão financeira de clínicas
O que é “tempo real” na conciliação
Trabalhar com o financeiro em tempo real significa lidar com janelas curtas e repetíveis durante a semana: checagens diárias e ajustes antes do fechamento.
A base para automatizar esse tipo de conferência depende de dados organizados e, quando houver integrações financeiras, de consentimentos e padronização de troca de informações.
Dentro da Tivita, clínicas contam com um dashboard financeiro que gera relatórios mensais, além de um painel com todas as movimentações financeiras atualizadas conforme elas acontecem.
Passo a passo para realizar a conciliação em tempo real
1- Defina o que será conciliado primeiro;
comece por entradas com maior volume e risco de divergência: cartão, Pix, boleto e repasses;
2- Padronize as “chaves” de conferência;
use sempre o mesmo conjunto: data prevista, data de liquidação, valor bruto, valor líquido, taxas, meio de pagamento, identificador do atendimento ou do pagador;
3- Crie uma fila de “pendências” com prazo;
toda linha que não casar entra nessa fila com responsável e data limite para checagem;
4- Estabeleça regras de tolerância para diferenças pequenas;
variação por taxa, arredondamento ou desconto precisa ter critério para não virar ruído;
5- Separe divergências por tipo, porque a correção muda;
taxa incorreta, estorno, duplicidade, liquidação fora do prazo, recebimento sem identificação, débito indevido;
6- Registre evidência no momento da detecção;
salve comprovante, print do extrato, referência do lançamento e o vínculo com o atendimento;
7- Faça um mini-fechamento semanal;
uma revisão curta evita acúmulo e melhora a previsibilidade do caixa;
8- Use indicadores em tempo real para enxergar tendência, não só erro isolado;
acompanhar padrões ajuda a encontrar desvios antes de virarem um problema recorrente.
Próximo passo: valide se o financeiro da clínica tem falhas recorrentes que aparecem só no fim do mês com este checklist de finanças.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.















