Negativas de autorização afetam o fluxo de atendimento, o caixa e a experiência do paciente. Entenda as causas mais comuns e o que fazer quando isso acontece.
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Escrito por ·
Júlia Putini

Toda negativa de autorização traz uma informação que muitas clínicas deixam de lado: o motivo. Desde julho de 2025, a operadora é obrigada a explicar por escrito as razões de uma negativa de cobertura, mesmo que o beneficiário não peça, pela Resolução Normativa nº 623/2024 da ANS. A mesma norma proíbe respostas genéricas como “em análise” e define prazos para a resposta conclusiva:
até 5 dias úteis para procedimentos em geral;
até 10 dias úteis para alta complexidade e internações eletivas.
Esse motivo por escrito é o ponto de partida para contestar a negativa, e também para evitar a próxima. Negativas travam a agenda, geram desgaste com o paciente e aumentam o trabalho administrativo. Somadas às glosas, chegam a pesar no caixa, um cenário tratado no texto sobre estratégias para reduzir custos e aumentar a lucratividade.
O tamanho do problema
A cobertura é o principal motivo de reclamação de beneficiários contra planos de saúde. Mais de 80% das reclamações registradas na ANS envolvem cobertura assistencial, segundo gestora da agência ouvida pelo Futuro da Saúde. De janeiro a junho de 2025, foram cerca de 160 mil reclamações, 17% a menos que no mesmo período de 2024. As queixas sobre autorização de procedimentos caíram 26% entre janeiro e maio.
No mesmo período, as novas ações judiciais sobre saúde suplementar subiram 7%, de cerca de 118 mil para 126 mil, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça citados na reportagem.
Por que as autorizações são negadas
Os motivos se dividem em três grupos, e cada um pede uma resposta diferente:
Falha no pedido: dados incompletos, código do procedimento errado, carteirinha inválida, falta de relatório médico ou de exames que justifiquem a indicação. É o grupo que a clínica mais consegue evitar.
Cobertura contratual: o procedimento não está coberto pelo plano do paciente ou não cumpre as diretrizes de utilização definidas para ele.
Divergência técnica: a operadora questiona a indicação clínica, mesmo com o pedido completo.
Na prática: o que fazer quando a negativa chega
1. Leia o motivo informado por escrito
Classifique a negativa em um dos três grupos acima. Se a operadora não informou o motivo, o paciente pode solicitá-lo, e a clínica deve orientá-lo a fazer isso.
2. Se a falha foi no pedido, corrija e reenvie
Ajuste o código, complete os dados, anexe o relatório ou os exames que faltavam e faça um novo pedido.
3. Se há divergência técnica, peça revisão com fundamentação
O profissional responsável pode apresentar relatório detalhado justificando a indicação, com exames e histórico que embasem o pedido.
4. Se a negativa é de cobertura, oriente o paciente
O beneficiário pode recorrer à própria operadora e, se não tiver retorno, registrar reclamação na ANS pelos canais da agência. A clínica pode orientar sobre os caminhos, mas a reclamação é do paciente.
5. Discuta alternativas com o paciente
Quando a negativa se mantém, a profissional pode avaliar opções de tratamento dentro da cobertura ou o atendimento particular, sempre com informação clara sobre valores.
Para reduzir o tempo entre o pedido e a resposta, os pedidos precisam sair logo após o agendamento, como mostra o guia sobre como organizar a pré-consulta.
Como reduzir negativas antes que aconteçam
Confira dados e códigos antes do envio: carteirinha, validade, código TUSS vigente e dados do profissional solicitante.
Mantenha atualizado o cadastro de procedimentos e as regras de cada operadora: quais procedimentos exigem autorização, quais documentos cada uma pede e os prazos.
Padronize o fluxo interno: quem pede, quem acompanha, quem cobra a resposta quando o prazo da RN 623 vence.
Registre as negativas por motivo e por operadora: é o que mostra onde está o erro recorrente.
A Agente Digital Tais automatiza as etapas de elegibilidade, preenchimento e acompanhamento das autorizações, o que reduz as negativas por falha no pedido. No Núcleo Alcance, a clínica conta que a Tais faz em dois segundos o que a equipe levava dois minutos e meio para fazer por paciente. Agende uma demonstração e veja um pedido de autorização feito e acompanhado pela Tais.
Visão de longo prazo
Acompanhe todo mês três indicadores: taxa de negativas por operadora, tempo médio de resposta das autorizações e taxa de glosas. Os relatórios mensais de gestão em saúde mostram como montar esse acompanhamento. Para os prazos do ciclo de faturamento depois da autorização, use o calendário financeiro de convênios. Para uma visão mais ampla dos riscos da operação, veja os 7 sinais de alerta na gestão da clínica.
Se o acompanhamento das autorizações ainda depende de planilha e de ligações para a operadora, veja numa demonstração como a Agente Digital Tais organiza esse fluxo.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.
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