No-show, convênio sem referência e glosa drenam margem todo mês. O tamanho exato dessa perda só aparece quando a clínica organiza os próprios indicadores.
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Júlia Putini

Uma clínica que fatura R$ 200 mil por mês e convive com no-show pode ver entre R$ 30 mil e R$ 60 mil escaparem todo mês em vagas não preenchidas, considerando estimativas setoriais que apontam o no-show drenando de 15% a 30% do faturamento bruto de clínicas e centros de diagnóstico brasileiros. O ponto não é o valor exato, que varia por operação, mas o fato de que muitos gestores não conseguem dizer qual é a própria taxa de ausência, nem como ela se compara à de clínicas semelhantes. A falta de dado tem um custo, e ele é mensurável.
Esse custo se distribui por toda a operação, e quase sempre fica invisível porque não aparece numa única linha do balanço. Ele se esconde na agenda ociosa, no convênio mal precificado e na guia glosada. Para enxergar onde essas perdas começam, o primeiro passo é separar o que entra do que de fato vira caixa, tema do guia sobre a diferença entre receber e faturar.
Por que o problema é de dado, não de esforço
A maioria das clínicas não opera no escuro por falta de empenho. Opera assim porque o dado certo não está organizado nem comparável. O gestor até acompanha o faturamento total, mas não tem a taxa de no-show por especialidade, o ticket médio por convênio ou o percentual de glosa por operadora isolados de forma que permitam agir.
Quando esses indicadores ficam disponíveis e comparáveis, três coisas mudam: a clínica identifica a especialidade que mais perde com ausência, o convênio que corrói margem e a operadora que mais glosa. A decisão deixa de ser reativa. Os indicadores que sustentam essa virada estão reunidos no guia de indicadores que todo gestor da saúde precisa verificar mensalmente.
Como sair da estimativa
Organizar dado interno é metade do caminho. A outra metade é ter com o que comparar. Uma taxa de no-show de 18% é boa ou ruim? Depende do que clínicas do mesmo porte e especialidade registram, e essa referência só existe quando o setor é medido diretamente.
O Panorama Clínicas, a pesquisa anual da Tivita, foi desenhado para fornecer esse parâmetro por porte e especialidade. Clique aqui para responder à pesquisa e receber os resultados em primeira mão.
Do lado da operação, a Agente Digital Tais automatiza o pré-faturamento de convênios e gera o arquivo XML para envio às operadoras, reduzindo as inconsistências que viram glosa. É possível conhecer a Agente Digital Tais aqui.
Para transformar esse diagnóstico em rotina de finanças, siga para o checklist de finanças que ajuda a identificar falhas ocultas na operação.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.















