Beneficiários de planos de saúde aumentaram 11% em cinco anos e clínicas populares quase triplicaram de tamanho. Veja se sua operação está no mesmo ritmo do mercado.
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Escrito por ·
Júlia Putini

Entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, mais de 5,2 milhões de pessoas passaram a ter plano de saúde médico-hospitalar no Brasil, um crescimento de 10,90% em cinco anos. O movimento é constante, mas nem toda clínica consegue dizer se sua base de pacientes avançou na mesma proporção. Para transformar esse tipo de dado em decisão prática de gestão, veja como o gestor de clínicas pode se posicionar como estrategista em 2026.
O crescimento não vem só dos convênios. Entre 2018 e 2022, o número de estabelecimentos de clínicas populares aumentou quase 200%, segundo estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Umane. No mesmo levantamento, a parcela de brasileiros que buscou atendimento particular, pago do próprio bolso, subiu de 10% para 14% entre 2013 e 2019. Hoje, o mercado de planos de saúde movimenta cerca de R$ 520 bilhões e cobre 26% da população, com forte concentração em grandes centros urbanos.
O que esse crescimento significa para clínicas
mais pacientes disputando agenda, o que aumenta a pressão sobre marcação e reagendamento;
mais volume de guias e autorizações para clínicas conveniadas, à medida que a base de beneficiários cresce;
concorrência maior com clínicas populares e redes que investem em preço acessível para captar pacientes particulares;
exigência de mais previsibilidade financeira para sustentar a expansão sem comprometer margem.
Quando a demanda cresce mais rápido do que a capacidade de atendimento, a agenda passa a ser o primeiro gargalo visível. Use este cálculo para verificar se a taxa de ocupação da sua agenda por especialidade está compatível com o volume de procura.
O que os players do setor estão fazendo
redes de clínicas populares aceleraram a abertura de unidades para captar pacientes sem plano ou com cobertura limitada;
operadoras de saúde ampliaram a base em praticamente todos os estados nos últimos 12 meses, com destaque para expansão acima da média na Região Norte;
consolidação segue concentrada em grandes centros urbanos, o que abre espaço competitivo para clínicas bem posicionadas no interior;
parte do crescimento em planos coletivos empresariais elevou a participação desse modelo de contratação frente aos planos individuais.
O que muda na operação de quem está crescendo
Volume de agendamento sobe, e cada vaga não preenchida ou cancelada tardiamente representa receita perdida.
Faturamento de convênios cresce em complexidade, com mais guias, mais prazos e mais risco de glosa.
Gestão financeira precisa acompanhar a expansão em tempo real, sem depender de conciliação manual ao final do mês.
Comunicação com pacientes se torna canal de conversão, não só de aviso, à medida que a concorrência por atendimento particular aumenta.
Como saber se sua clínica está no ritmo certo
Comparar a própria operação com médias soltas de mercado tem limite. O caminho mais direto é medir a clínica contra outras do mesmo porte e especialidade, com dados de gestão reais, não estimativas.
Para captar e converter mais desses pacientes que buscam atendimento particular, a Agente Digital Júlia atua na conversão de agendamentos pelo WhatsApp, reduzindo o tempo de resposta e evitando que a procura crescente vire agenda vazia.
Fechar essa lacuna depende de medir o setor diretamente, e é esse instrumento que a Tivita está construindo com o próximo Panorama Clínicas, a pesquisa anual que transforma respostas reais de clínicas em parâmetro de comparação por perfil. Clique aqui para responder à pesquisa e receber os resultados em primeira mão.
Para se aprofundar nos números que já definiram o último ciclo do setor, veja os dados que marcaram a saúde particular brasileira em 2025.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.















