A Resolução CFM 2454/2026 classifica os sistemas de IA por nível de risco e define obrigações para clínicas. Entender onde cada ferramenta se enquadra é o primeiro passo para estar em conformidade.
Tempo de leitura · 1 min
Escrito por ·
Júlia Putini

Os médicos e as clínicas que usam inteligência artificial têm até o fim de agosto de 2026 para se adaptar às regras do Conselho Federal de Medicina. A Resolução CFM nº 2.454/2026, aprovada em 11 de fevereiro e publicada em 27 de fevereiro, entra em vigor 180 dias após a publicação. É a primeira norma do conselho dedicada ao uso de IA na prática médica no Brasil.
O prazo serve para que cada clínica descubra quais ferramentas de IA já usa e quais obrigações se aplicam a cada uma. A adoção já é ampla. A IA na gestão de clínicas chegou antes da regulação, e agora as clínicas precisam olhar para essas ferramentas com os critérios da nova norma.
O que a resolução define
A resolução estabelece que a IA atua como apoio à decisão médica, e que a responsabilidade final continua com o médico. Ele mantém autonomia para aceitar, interpretar ou rejeitar as recomendações geradas pela ferramenta. A IA também não pode comunicar diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas ao paciente sem mediação humana.
A norma cria uma classificação de risco com quatro níveis:
baixo risco;
médio risco;
alto risco;
risco inaceitável.
O nível de cada ferramenta é definido por uma avaliação preliminar feita pela instituição que desenvolve ou que contrata o sistema, segundo análise do escritório Cescon Barrieu. Essa avaliação considera, entre outros fatores:
o impacto sobre os direitos e a saúde do paciente;
a criticidade do contexto de uso;
o grau de autonomia do sistema;
a finalidade da ferramenta;
o nível de intervenção humana;
o volume e a sensibilidade dos dados tratados.
Quanto mais perto a ferramenta estiver da decisão clínica, maiores as exigências de transparência, governança e auditoria.
Onde ficam as ferramentas de gestão
A resolução não traz uma lista de ferramentas por nível de risco, e não diz expressamente como classificar aplicações administrativas, como agendamento. A classificação depende da avaliação feita com base nos critérios acima.
Pelos próprios critérios da norma, uma ferramenta que agenda consultas e responde dúvidas sobre horários e valores, sem acesso a decisões clínicas, tende a ficar nos níveis mais baixos de risco. Ela tem baixa autonomia sobre o cuidado e não influencia diagnóstico nem tratamento. Mas a avaliação formal precisa ser feita e registrada pela clínica ou pelo fornecedor.
Vale lembrar o outro lado: o paciente também está usando IA antes de chegar ao consultório, como mostra o lançamento do ChatGPT Health. Isso muda a conversa na consulta, mesmo quando a clínica não usa IA clínica nenhuma.
O que a norma exige
As principais obrigações descritas na resolução:
Informação ao paciente: o paciente deve ser informado de forma clara quando a IA for usada como apoio relevante no seu atendimento, especialmente quando influenciar diagnóstico ou tratamento. Ele também tem o direito de recusar o uso dessas tecnologias.
Registro no prontuário: o médico deve registrar no prontuário o uso de IA como apoio à decisão médica e as informações relevantes da sua análise.
Governança: instituições que adotam sistemas próprios de IA devem criar uma Comissão de IA e Telemedicina, coordenada por um médico e ligada à diretoria técnica.
Fiscalização: cabe aos Conselhos Regionais de Medicina.
A resolução vale para médicos. Clínicas multiprofissionais devem observar também as orientações dos conselhos das outras profissões, como psicologia, fonoaudiologia e nutrição, sobre o uso de tecnologia no atendimento.
Na prática: como se preparar até agosto
1. Liste todas as ferramentas que usam IA
Inclua as clínicas e as administrativas: apoio a laudo, transcrição de consulta, triagem, atendimento por WhatsApp, agendamento, análise financeira.
2. Separe por proximidade com a decisão clínica
Para cada ferramenta, responda:
Ela sugere diagnóstico, conduta ou prognóstico?
Ela acessa dados clínicos do paciente?
Ela se comunica com o paciente sobre temas de saúde?
3. Peça a avaliação de risco ao fornecedor
A resolução prevê que a classificação seja comunicada a quem usa a ferramenta. Solicite ao fornecedor o nível de risco atribuído e os critérios usados.
4. Ajuste o atendimento das ferramentas de uso clínico
Defina como o paciente será informado, como a recusa será registrada e como o médico vai anotar no prontuário o uso da IA.
5. Avalie a necessidade de uma comissão
Se a clínica adota sistemas próprios de IA, a criação da Comissão de IA e Telemedicina é exigida.
As ferramentas administrativas costumam ficar mais distantes da decisão clínica, mas também precisam entrar nesse levantamento. Na Tivita, a automação está concentrada em tarefas de gestão: agenda, cobrança, nota fiscal e atendimento pelo WhatsApp. Agende uma demonstração e veja como essas automações funcionam.
Onde entra a Agente Digital Júlia
A Agente Digital Júlia atende os pacientes pelo WhatsApp 24 horas por dia. Ela tira dúvidas sobre horários, valores e funcionamento da clínica e marca a consulta direto na agenda. Ela não sugere diagnóstico nem conduta e não participa de decisões clínicas, o que a coloca entre as ferramentas mais distantes do cuidado pelos critérios da resolução.
O que decidir agora
O levantamento das ferramentas é o primeiro passo, e pode ser feito em uma semana. O trabalho regulatório mais pesado está nas ferramentas próximas da decisão clínica. Para elas, a clínica precisa saber exatamente o que cada ferramenta faz, para onde vão os dados e quem responde pelos resultados. Para entender como esse cenário vem se desenhando, veja o que 2025 revelou sobre o futuro da IA na saúde.
Se a clínica quer concentrar a IA nas tarefas administrativas, longe da decisão clínica, veja numa demonstração como a Tivita automatiza a gestão do atendimento ao financeiro.

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.
Leia mais

Experiências
Como uma rede ABA com 6 unidades acabou com o retrabalho no prontuário?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.

Marketing
Atender amigos e família sem estragar a relação
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.

Finanças
Livro-caixa: as despesas do consultório que reduzem o imposto
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.
The Tivita Impulse
Regardless of whether you conduct 50 or 5,000 monthly services, our consultancy adjusts Tivita to meet your demands and enhance your management. See the success stories of our clients.

Prontuário ABA
Multidisciplinar
Devolutivas que levavam até 15 dias agora saem no mesmo dia

Plataforma
Psicologia
A implementação foi muito mais harmoniosa do que todas as outras

Taís
Multidisciplinar
Tínhamos pastas por convênio e hoje isso foi zerado

Emissão de Documentos
Multidisciplinar
O fechamento que levava dois a três dias levou 1h30 com a Tivita

Plataforma
Fonoaudiologia
Impulsionando meu consultório de Fonoaudiologia

Emissão de Documentos
Psicologia
Como resolvi o alto volume de notas e pagamentos na minha clínica

Inteligência Financeira
Medicina
Minha clínica rumo a uma economia de R$ 50 mil em 12 meses

Emissão de Documentos
Psicologia
Melhorei a relação com pacientes profissionalizando cobranças

Emissão de Documentos
Medicina
A solução financeira que aumentou minha tranquilidade

Inteligência Financeira
Fonoaudiologia
Transformei a gestão financeira da minha Clínica de Fonoaudiologia

Cobranças
Psicologia
Mais tranquilidade e menos noites em claro

Plataforma
Psicologia
Como transformei meu consultório com minha gestão no piloto automático




