A taxa de rotatividade de beneficiários chegou a 27,90% ao ano em 2025. O que isso muda para quem atende por convênio.
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Júlia Putini

Em 2025, o Brasil registrou mais de 15,5 milhões de novas adesões e cerca de 14,5 milhões de cancelamentos em planos de assistência médica, resultando em uma taxa de rotatividade anual de 27,90%, segundo dados da ANS. Mantida essa proporção, o vínculo médio entre beneficiário e plano dura pouco menos de quatro anos. O total de beneficiários em planos de assistência médica chegou a mais de 53 milhões no país.
Para clínicas que faturam por convênio, esse número tem um efeito direto e pouco discutido: a carteira de convênios não é estável. Parte dos pacientes que hoje entram por uma operadora pode trocar de plano em poucos anos, o que muda a composição de receita sem que a clínica perceba no dia a dia.
Acompanhar essa movimentação por convênio, e não só o volume total de atendimentos, é o tipo de indicador que costuma ficar de fora do relatório mensal, mas que está detalhado neste guia de indicadores que todo gestor da saúde precisa verificar mensalmente.
O que essa rotatividade movimenta na operação
mix de convênios aceitos, que precisa ser revisado com mais frequência do que uma vez por ano;
previsibilidade de receita, já que a saída de beneficiários de um convênio específico pode não ser compensada pela entrada em outro;
prazos e regras de faturamento, que mudam de operadora para operadora, reforçados neste calendário de faturamento de convênios médicos.
Uma variável que falta no retrato do setor
A taxa de rotatividade é nacional e pública, mas nenhum estudo cruza esse dado com o comportamento de convênios dentro de clínicas específicas, por porte ou especialidade. O Panorama Clínicas 2026 pretende captar esse recorte diretamente com quem sente esse movimento na prática. Responda à pesquisa aqui e ganhe acesso antecipado aos resultados.

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Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.















