Finanças

·

KPIs para reduzir glosas e melhorar resultados na saúde

KPIs para reduzir glosas e melhorar resultados na saúde

Monitorar os indicadores certos transforma o ciclo de faturamento e reduz perdas invisíveis. Veja como alinhar equipes, processos e dados para garantir previsibilidade e margens sustentáveis.

Tempo de leitura · 1 min

Escrito por ·

Equipe Tivita

Quatro pessoas em uma reunião de negócios em frente a um quadro branco com gráficos coloridos e a palavra “KPIs” escrita ao centro. Um homem de suéter verde apresenta os dados enquanto os outros três, vestidos casualmente, o escutam atentos em um escritório com armários de madeira e luz natural entrando pela janela.

Quando uma operadora glosa uma conta, o dinheiro raramente está perdido de vez. Na maioria dos casos, ele fica parado. Entre os hospitais associados à Anahp, a glosa inicial chegou a 14,66% da receita no segundo trimestre de 2025, mas só 1,97% foi mantido ao fim da negociação com as operadoras. A diferença entre os dois números é receita que demora meses para entrar e exige horas de contestação da equipe.

Clínicas e consultórios que atendem convênio vivem a mesma lógica em escala menor. Cada guia recusada indica que algo falhou antes do envio: uma senha de autorização vencida, um código de procedimento errado, um dado do paciente divergente. Para encontrar essas falhas antes que cheguem ao caixa, é preciso acompanhar o ciclo de faturamento com indicadores. A seguir, veja seis que mostram onde estão os gargalos e como calcular cada um.


1. Índice de glosas

É o ponto de partida: mostra quanto do faturamento enviado às operadoras foi recusado.

Como calcular: valor glosado no mês ÷ valor total faturado no mês × 100.

Olhar só o número geral esconde a origem do problema, por isso vale desdobrá-lo por operadora, por tipo de procedimento e por motivo da recusa. Se uma única operadora concentra a maior parte das glosas, o problema pode estar em uma regra específica dela. Se o mesmo motivo se repete em várias operadoras, o problema está no processo interno.

Entenda os tipos mais comuns no guia sobre o que são glosas e como evitá-las.


2. Taxa de recuperação de glosas

Mostra quanto do valor glosado a clínica consegue reverter por meio de recurso.

Como calcular: valor recuperado após recurso ÷ valor total glosado × 100.

Uma taxa alta indica que boa parte das glosas não se sustentava. Isso é uma boa notícia sobre a qualidade do atendimento, mas também mostra que a clínica está gastando tempo da equipe e esperando meses por um dinheiro que deveria ter recebido no prazo. Uma taxa baixa pode indicar o contrário: recursos que não são feitos, feitos fora do prazo ou sem documentação suficiente.

Os dois cenários pedem ação diferente. No primeiro, o foco é prevenir a glosa. No segundo, é organizar o fluxo de recurso.


3. Prazo médio de recebimento

Mede quantos dias passam entre o envio da cobrança e o crédito em conta. Na média dos hospitais Anahp, esse prazo bateu recorde histórico de 79,54 dias no segundo trimestre de 2025.

Como calcular: soma dos dias entre envio e recebimento de cada lote ÷ número de lotes recebidos no período.

Para uma clínica, esse é o indicador que mais pesa no planejamento de caixa. Compare o prazo real de cada operadora com o prazo previsto em contrato. Atrasos recorrentes podem sinalizar falhas na emissão das guias, pendências de auditoria da operadora ou divergências cadastrais que travam o pagamento.


4. Tempo entre atendimento e envio do lote

Este indicador olha para dentro da clínica: quantos dias as guias ficam paradas antes de serem faturadas.

Como calcular: soma dos dias entre a data do atendimento e a data de envio do lote ÷ número de guias enviadas.

Guias represadas atrasam o recebimento antes mesmo de a operadora entrar no processo. Também aumentam o risco de perder prazos de apresentação definidos em contrato. Quando esse número cresce, normalmente o gargalo está na conferência manual ou na falta de pessoas para dar conta do volume.


5. Índice de reapresentação de contas

Mostra quantas cobranças precisaram ser corrigidas e reenviadas.

Como calcular: número de guias reapresentadas ÷ número total de guias enviadas × 100.

Além do volume, registre o motivo de cada devolução. Os mais comuns costumam ser:

  • senha de autorização vencida;

  • código de procedimento incorreto;

  • divergência entre CID e procedimento;

  • dados da carteirinha desatualizados;

  • falta de assinatura do paciente ou do profissional.

Agrupar esses motivos por mês mostra onde treinar a equipe ou ajustar o fluxo. Cada guia reapresentada é tempo de trabalho gasto duas vezes.


6. Percentual de contas conferidas antes do envio

Mede quantas guias passam por conferência interna antes de chegar à operadora.

Como calcular: número de guias conferidas antes do envio ÷ número total de guias enviadas × 100.

A meta é chegar perto de 100%, mas o número só faz sentido se for cruzado com os anteriores. Se a conferência prévia aumenta e o índice de glosas não cai, o problema está no que está sendo conferido, e não na quantidade.

Como acompanhar os indicadores na prática

Seis indicadores só funcionam se forem revisados com regularidade. Uma rotina simples:

  • Mensal: feche índice de glosas, recuperação, reapresentação e conferência prévia, sempre por operadora.

  • Por lote: registre data do atendimento, data de envio e data de recebimento. Isso alimenta os indicadores de prazo.

  • Trimestral: compare a evolução de cada operadora e use os números na renegociação de contratos.

Esses indicadores convivem com os demais números da gestão. Veja quais relatórios o gestor da saúde precisa acompanhar todo mês e como encaixá-los em uma rotina de gestão previsível.


Onde a automação muda os números

Boa parte das glosas nasce em tarefas manuais e repetitivas: copiar dados de um portal para outro, conferir senha por senha, montar lotes à mão. Automatizar essas etapas melhora quase todos os indicadores ao mesmo tempo. As guias saem mais rápido, com menos erro e já conferidas.

A Agente Digital Tais assume as autorizações, o preenchimento das guias e a montagem dos lotes de faturamento. No Núcleo Alcance, clínica multidisciplinar de São Paulo, ela automatizou mais de 2.500 tarefas em cinco semanas. Desde então, as guias da semana seguinte ficam prontas na sexta-feira, já com as senhas autorizadas. Para entender o fluxo completo, veja como automatizar o faturamento de convênios e reduzir glosas.

Quando cada indicador é medido com consistência, a glosa deixa de ser surpresa no fim do mês e passa a ser um problema rastreável, com causa conhecida e solução definida. Para revisar o financeiro como um todo, use este checklist para identificar falhas ocultas no caixa. Se quiser ver a automação de convênios funcionando na rotina da sua clínica, agende uma demonstração.

Escrito por

Equipe Tivita

Compartilhamos artigos, entrevistas e conteúdos com dicas práticas, tendências do mercado de saúde e histórias reais que ajudam clínicas a crescer com eficiência e propósito.

O Impulso Tivita

Seja qual for o volume de atendimentos da sua clínica, a Tivita acompanha seu crescimento e automatiza sua gestão financeira. Descubra como nossos clientes já estão colhendo resultados:

Sua clínica no piloto automático

Sua clínica no piloto automático

Selo Partner Program

2026 © Tivita.

Todos os direitos reservados.

2026 © Tivita

Todos os direitos reservados.