Veja como se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados e evitar penalidades que comprometem a credibilidade e as finanças da sua operação.
Tempo de leitura · 1 min
Escrito por ·
Equipe Tivita

Muitos formulários de cadastro de clínicas pedem que o paciente “autorize o uso dos seus dados” antes da primeira consulta. Para os dados de saúde usados no próprio atendimento, essa autorização não é o que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige. A lei permite tratar esses dados sem consentimento quando o objetivo é a tutela da saúde, em procedimento feito por profissionais ou serviços de saúde. O que ela cobra da clínica é outra coisa: saber quais dados tem, quem acessa, por quanto tempo guarda e o que fazer se algo vazar.
A LGPD está em vigor desde setembro de 2020, e as sanções administrativas passaram a ser aplicadas em agosto de 2021. A multa simples pode chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração. Para quem atende pacientes, o cuidado com dados também aparece na relação de confiança, tema do guia sobre atendimento humanizado em cada etapa da jornada digital.
O que a LGPD considera dado sensível na clínica
A LGPD classifica como dado pessoal sensível toda informação referente à saúde do titular, além de dados genéticos e biométricos. Na rotina da clínica, isso inclui:
prontuário;
queixas registradas no agendamento;
resultados de exames;
laudos;
prescrições;
guias de convênio com diagnóstico ou procedimento.
Dados cadastrais e financeiros, como telefone, endereço e forma de pagamento, são dados pessoais comuns, mas também estão protegidos pela lei.
1. Mapeie os dados que a clínica coleta e quem tem acesso a eles
A adequação começa por um inventário. Sem ele, a clínica não consegue proteger, apagar ou justificar o que nem sabe que guarda.
Como colocar em prática:
liste todos os pontos de coleta: telefone, WhatsApp, formulário do site, recepção, prontuário, guias de convênio, cobrança e emissão de notas;
registre para cada dado a finalidade, quem tem acesso e onde ele fica armazenado;
elimine coletas que não têm uso definido, como pedir CPF de acompanhantes ou dados que nunca são consultados;
restrinja o acesso ao prontuário aos profissionais envolvidos no atendimento;
defina prazos de guarda. O prontuário do paciente, por exemplo, deve ser mantido por no mínimo 20 anos a partir do último registro, segundo a Lei 13.787/2018.
Dados espalhados em planilhas, celulares pessoais e conversas de WhatsApp são os mais difíceis de controlar. Na plataforma Tivita, agenda, prontuário e financeiro ficam no mesmo ambiente, com acesso por login, o que reduz a circulação de informações fora de um local controlado.
2. Defina a base legal de cada uso dos dados
A LGPD prevê diferentes bases legais, e o consentimento é apenas uma delas. Para dados de saúde, o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais já se manifestou em parecer no sentido de que o tratamento feito por médicos e estabelecimentos para a tutela da saúde se enquadra no art. 11, II, da lei, sem depender de consentimento. A distinção na prática:
Sem consentimento (tutela da saúde ou obrigação legal):
registrar o atendimento no prontuário;
solicitar autorização ao convênio;
emitir receita, laudo e nota fiscal;
confirmar a consulta pelo WhatsApp.
Com consentimento específico e destacado:
enviar conteúdo promocional ou newsletter;
usar depoimento, foto ou imagem do paciente na divulgação da clínica;
compartilhar dados para finalidades que não sejam o atendimento.
O uso de depoimentos na divulgação também segue as regras dos conselhos profissionais, como mostra o guia sobre marketing para psicólogas com ética.
Como colocar em prática:
revise os formulários e retire termos genéricos de “autorização de uso de dados” para o atendimento;
crie termos separados e específicos para cada finalidade que dependa de consentimento;
registre data, forma e conteúdo de cada consentimento obtido, e ofereça um canal simples para revogá-lo;
quando o termo for digital, a assinatura digital facilita o registro com validade jurídica.
3. Tenha um plano de resposta a incidentes de segurança
Um celular perdido com conversas de pacientes, um e-mail enviado ao destinatário errado ou um acesso indevido ao prontuário são incidentes de segurança. A Resolução CD/ANPD nº 15/2024 define que, quando o incidente puder gerar risco ou dano relevante, a clínica deve comunicar a ANPD e os pacientes afetados em até três dias úteis a partir do momento em que tomou conhecimento.
Pela mesma resolução:
Pequeno porte: agentes de tratamento de pequeno porte têm o prazo contado em dobro.
Informações complementares: podem ser enviadas em até 20 dias úteis.
Registro: todo incidente deve ficar registrado por no mínimo cinco anos, mesmo os que não forem comunicados.
Como colocar em prática:
defina quem identifica, avalia e decide sobre a comunicação de um incidente;
deixe pronto um roteiro com os dados exigidos no formulário da ANPD e um modelo de mensagem aos pacientes;
proíba o uso de celulares pessoais para guardar dados de pacientes e ative bloqueio de tela e senha nos aparelhos da clínica;
treine a equipe pelo menos uma vez por ano, com exemplos reais da rotina.
A adequação à LGPD envolve interpretação jurídica, e os passos acima não substituem a orientação de um advogado especializado, sobretudo na definição das bases legais.
Como a proteção de dados é uma frente contínua, ela entra na revisão periódica da operação junto com os demais pontos deste check-up da gestão da clínica.

Escrito por
Equipe Tivita
Compartilhamos artigos, entrevistas e conteúdos com dicas práticas, tendências do mercado de saúde e histórias reais que ajudam clínicas a crescer com eficiência e propósito.
Leia mais

Experiências
Como uma rede ABA com 6 unidades acabou com o retrabalho no prontuário?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.

Marketing
Atender amigos e família sem estragar a relação
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.

Finanças
Livro-caixa: as despesas do consultório que reduzem o imposto
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Fusce diam arcu, egestas eget nisi et, porttitor blandit purus. Aenean porttitor ligula nibh, eget malesuada urna tincidunt eu.
O Impulso Tivita
Seja qual for o volume de atendimentos da sua clínica, a Tivita acompanha seu crescimento e automatiza sua gestão financeira. Descubra como nossos clientes já estão colhendo resultados:

Prontuário ABA
Multidisciplinar
Devolutivas que levavam até 15 dias agora saem no mesmo dia

Plataforma
Psicologia
A implementação foi muito mais harmoniosa do que todas as outras

Taís
Multidisciplinar
Tínhamos pastas por convênio e hoje isso foi zerado

Emissão de Documentos
Multidisciplinar
O fechamento que levava dois a três dias levou 1h30 com a Tivita

Plataforma
Fonoaudiologia
Impulsionando meu consultório de Fonoaudiologia

Emissão de Documentos
Psicologia
Como resolvi o alto volume de notas e pagamentos na minha clínica

Inteligência Financeira
Medicina
Minha clínica rumo a uma economia de R$ 50 mil em 12 meses

Emissão de Documentos
Psicologia
Melhorei a relação com pacientes profissionalizando cobranças

Emissão de Documentos
Medicina
A solução financeira que aumentou minha tranquilidade

Inteligência Financeira
Fonoaudiologia
Transformei a gestão financeira da minha Clínica de Fonoaudiologia

Cobranças
Psicologia
Mais tranquilidade e menos noites em claro

Plataforma
Psicologia
Como transformei meu consultório com minha gestão no piloto automático




