A Resolução CFM 2.336/2023 mudou regras antigas sobre preço, depoimento e imagem. Saiba o que é permitido hoje e como atrair pacientes dentro da lei.
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Escrito por ·
Júlia Putini

O Brasil tem 575.930 médicos ativos registrados, segundo a Demografia Médica CFM 2024, a maior proporção por habitante já registrada no país. Nesse cenário de competição crescente, saber exatamente o que a publicidade médica permite hoje deixou de ser detalhe e virou vantagem estratégica, porque boa parte do que era proibido há poucos anos mudou.
O que a Resolução CFM 2.336/2023 mudou
A Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024, atualizou as regras de publicidade médica que estavam na resolução anterior, de 2011. Três mudanças concretas:
Preço passou a poder ser divulgado. Antes vedado, hoje é permitido divulgar valores de consultas e procedimentos, desde que apresentados de forma clara e objetiva, sem termo que induza o paciente a erro.
Depoimento de paciente passou a ser permitido. O médico pode usar e repostar elogios e depoimentos de pacientes em suas redes, desde que o paciente autorize e o conteúdo não permita identificá-lo. A orientação do próprio CFM é que o depoimento seja sóbrio, sem adjetivo que sugira superioridade ou prometa resultado.
Imagem de antes e depois passou a ser permitida, com condições. É preciso autorização expressa do paciente, caráter educativo (não promocional), ausência de manipulação de imagem, preservação do anonimato e inclusão de informação sobre riscos e resultados esperados do procedimento.
Ainda existe uma proposta em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei 3854/23, que discute ampliar essa permissão especificamente para procedimentos estéticos, mas ele ainda não virou lei. A regra hoje em vigor já vem da própria resolução do CFM.
O que continua exigido em qualquer peça
Título e especialização precisam estar registrados no CFM e ser mencionados de forma correta (nome, CRM, especialidade e RQE quando houver). Esse ponto não mudou e segue sendo pré-requisito de qualquer publicidade médica, redes sociais incluídas.
Boas práticas de marketing dentro da lei
Mesmo com mais liberdade do que antes, algumas práticas continuam sendo o caminho mais seguro e eficaz:
Priorize conteúdo educativo: sintoma, prevenção e orientação geral constroem autoridade sem depender de promessa de resultado.
Invista em SEO local: cadastro correto no Perfil da Empresa no Google e informação atualizada ajudam a aparecer em buscas como "dermatologista em [cidade]".
Use redes sociais com responsabilidade: bastidor e novidade da clínica humanizam o atendimento e cabem dentro da norma.
Envie e-mail marketing com autorização prévia: lembrete de retorno e conteúdo útil mantêm o paciente engajado sem configurar promoção indevida.
O papel da automação nesse processo
A digitalização da rotina da clínica sustenta boa parte dessa estratégia na prática: agendamento, cobrança e prontuário automatizados deixam a jornada do paciente mais fluida, o que reforça a reputação construída pelo conteúdo educativo. A plataforma Tivita reúne essas automações em um só lugar. Para entender como isso se conecta ao posicionamento digital da clínica, veja este guia sobre SEO local para clínicas.
Fonte:

Escrito por
Júlia Putini
Especialista em conteúdo e marketing da Tivita.
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